Os limites necessários para se manter um ambiente de trabalho em harmonia.
A amizade no trabalho é um assunto que está em alta nos últimos anos. Profissionais de recursos humanos, psicólogos e gerentes vêm discutindo sobre a relação entre colaboradores. A grande questão em pauta é saber separar coleguismo e profissionalismo. Convivemos muito tempo com nossos colegas de trabalho, nada mais natural e salutar que funcionários interajam e, até fiquem amigos. Mas o que importa para o empregador é que essa relação não atrapalhe no desempenho das tarefas no dia a dia, para isso, é necessário que se tenha maturidade e respeito para saber separar o joio do trigo. Juciano, garçom do restaurante Gula Gula, resume bem o que vem sendo discutido, costuma dizer entre os companheiros “Dê um cheque em branco, mas não dê intimidade” brincadeiras à parte, ele acredita que uma boa amizade no trabalho faz com que todos trabalhem melhor, mas é indispensável saber a hora de conversar e a de trabalhar. Uma outra discussão envolve chefe e subordinado, nesse caso a amizade é ainda mais complicada e sensível. É sempre importante que os amigos saibam o limite dessa relação, até mesmo para que o restante da equipe não fique enciumada, o que acaba gerando um ambiente desconfortável e invariavelmente com fofocas. O chefe precisa deixar claro o seu comportamento enquanto exerce a função. “Acho que deve ter limite, mais cedo ou mais tarde as pessoas acabam confundindo as coisas. E a melhor maneira para esses limites é conversando, deixando claro. A transparência é a melhor solução”, alerta Flavio Monteiro gerente do restaurante O Navegador. Para os empregadores é quase unânime que não há problemas em se ter amigos dentro da corporação, mas o importante é lembrar que numa empresa o que vem primeiro são suas obrigações como um colaborador. É bom sim, ter pessoas de confiança a sua volta, desde que isso não atrapalhe seu rendimento.
12:13
Tatiane Dias Ferreira
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