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terça-feira, 7 de junho de 2011

POLÊMICA NA CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO

VEREADORES QUASE GANHAM CARRO PARTICULAR DE LUXO


No dia nove de maio, a Câmara Municipal do Rio de janeiro divulgou a aprovação da compra de uma frota de veículos para os seus parlamentares. Esta decisão foi tomada em uma reunião da Mesa Diretora no mês de março. Com a alegação de que 80% das câmaras municipais do país possuem carros próprios, a instituição carioca solicitou um carro novo para cada vereador.
            Esta medida, somada ao auxílio-gasolina mensal, foi reivindicada pelos vereadores para aperfeiçoar o trabalho de fiscalização e manter um padrão entre eles. A frota seria composta por carros de luxo, no valor de 70 mil reais cada. Segundo a assessoria da Câmara, R$ 3,5 milhões já haviam sido desembolsados para o pagamento da nova frota.
            Seriam 51 beneficiados, porém, nem todos concordaram em receber o benefício. Dentre os que foram contra a decisão da Mesa Diretora está a vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), que ainda não consegue entender o motivo de uma medida como esta. “A Câmara disponibiliza um motorista que vai dirigindo o carro de cada vereador. Além disso, pagam a gasolina, que é mais que suficiente. Os salários aumentaram de R$ 9 mil para R$ 15 mil depois do reajuste, é incompreensível essa decisão”.
            Também contra, o vereador Eliomar Coelho (PSOL) acredita que esta verba seria mais bem utilizada na compra de um prédio para abrigar todos os vereadores. “Deveríamos investir na compra de uma sede oficial que acomodasse todos os 51 vereadores, e não continuar alugando espaço no prédio ao lado da Casa”.
            Este fato causou tanta polêmica no cenário político que a Mesa Diretora decidiu cancelar a compra dos carros. Ao fim da reunião, na qual foi tomada essa decisão, uma nota foi divulgada, informando que seria feito um pedido de devolução do valor pago.
            Dos 51 vereadores, apenas nove tinham aceitado o novo benefício, 21 recusaram e o restante não se posicionou sobre o assunto.
Fonte: G1.

Confira a opinião de cada vereador:
Não aceitaram:
§             Andrea Gouveia Vieira (PSDB)
§             Teresa Bergher (PSDB)
§             Paulo Pinheiro (PPS)
§             Tio Carlos (DEM)
§             Carlos Bolsonaro (PP)
§             Leonel Brizola Neto (PDT)
§             Eliomar Coelho (Psol)
§             Dr. Edson da Creatinina (PV)
§             Roberto Monteiro (PC do B)
§             Reimont (PT)
§             Ivanir de Mello (PP)
§             Marcelo Arar (PSDB)
§             Rosa Fernandes (DEM)
§             Paulo Messina (PV)
§             Patrícia Amorim (PSDB)
§             Dr. Fernando Moraes (PR)
§             Sonia Rabello (PV)

Aceitaram:
§             Renato Moura (PTC)
§             Carlinhos Mecânico (PPR)
§             Chiquinho Brazão (PMDB)
§             Prof. Uóston (PMDB)
§             Vera Lins (PP)
§             Jorge Felippe (PMDB)
§             Jorge Braz (PT do B)
§             Dr. Gilberto (PT do B)

Não se posicionaram:
§             Adilson Pires (PT)
§             Alexandre Cerruti (DEM)
§             Aloisio Freitas (DEM)
§             Argemiro Pimentel (PMDB)
§             Bencardino (PRTB)
§             Carlo Caiado (DEM)
§             Dr. Carlos Eduardo (PSB)
§             Dr. Eduardo Moura (PSC)
§             Dr. Jairinho (PSC)
§             Dr. João Ricardo (PSDC)
§             Dr. Jorge Manaia (PDT)
§             Eider Dantas (DEM)
§             Elton Babú (PT)
§             Fausto Alves (PTB) – preso, não tem como usar o carro
§             João Cabral (DEM)
§             João Mendes de Jesus (PRB)
§             Jorge Pereira (PT do B)
§             Jorginho da SOS (DEM)
§             José Everaldo (PMN)
§             Luiz Carlos Ramos (PSDC)
§             Luiz André Deco (PR) – preso, não tem como usar o carro
§             Marcelo Piuí (PHS)
§             Nereide Pedregal (PDT)
§             Rubens Andrade (PSB)
§             S. Ferraz (PMDB)
§             Tania Bastos (PRB)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Mais de 16 milhões de pessoas vivem em extrema pobreza no Brasil

Foi anunciada hoje, pela ministra de Desenvolvimento e Combate à Fome, Tereza Campello, que 8,5% dos brasileiros -16,27 milhões de pessoas vivem em situação de extrema pobreza. De acordo com o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), que identificou essas pessoas a pedido do governo federal para orientar no programa “Brasil sem Miséria” que será lançado em breve pela presidente Dilma Rousseff, 11,43 milhões possui renda de R$ 1 a R$ 70 e 4,8 milhões de pessoas vivem com uma renda mensal igual a zero.
A maioria desses brasileiros vive na área urbana e são pardos ou negros. A região com o maior índice de extrema pobreza é o Nordeste que concentra 59,1% do total. Em segundo lugar está à região Sudeste que corresponde a 2,72 milhões de pessoas na miséria e em seguida o Norte com 2,65 milhões, o Sul com 715,96 mil e por último o Centro Oeste com 557,44 mil pessoas.
Segundo a ministra Tereza Campello, a pesquisa realizada pelo IBGE, vai auxiliar as ações do programa “Brasil sem miséria” e assim, o governo será capaz de erradicar quase que por completo a extrema pobreza em quatro anos.
“Os programas sociais que beneficiam famílias pobres com renda superior a R$ 70 continuarão. Mas, quando você vê o grau de fragilidade para os que vivem abaixo dessa faixa, justifica que a gente tenha um olhar especial”, explicou a ministra.

sábado, 2 de abril de 2011

Sarney, a biografia

Vida conturbada, escândalos políticos, depressão, nepotismo e inesperada presidência são traços marcantes da trajetória de José Sarney. Com o intuito de se explicar, o senador lançou, no dia 22 de março, a sua biografia. Sarney aponta erros do seu governo, dá a sua visão dos escândalos políticos, critica os seus sucessores e, muitas vezes, coloca-se como vítima.
A história conta que Sarney foi eleito o vice-presidente de Tancredo Neves e que este morreu antes da sua posse. Nas páginas do seu livro, o parlamentar declara que ficou inseguro para assumir o cargo. Relutava dizendo que o povo queria Tancredo Neves e que ele seria uma grande decepção. O pensamento pessimista era fruto da depressão que Sarney sofria desde 1982. “Era uma solidão que não passava, uma dor insidiosa na alma que me levava a pensar recorrentemente na morte e nas fontes da vida”.
Apesar da sua insegurança, em 1985, José Sarney assumiu a presidência do Brasil. Como ele mesmo afirma, foi um governo fraco, marcado por erros e fracassos. Uma de suas ações mais marcantes foi a inserção do Plano Cruzado. Em meio à grande instabilidade provocada pela inflação, o plano promoveu o congelamento geral dos preços por um ano e o aumento de salários toda vez que a inflação atingia os 20%. A princípio, essa medida garantiu o seu maior índice de popularidade. Porém, três meses após alcançar 80% de aceitação, começaram as manifestações de insatisfação. Para tentar sanar o problema, Sarney lançou o Plano Cruzado II, decretando o fim do congelamento e permitindo altos reajustes no preço da gasolina. Esta medida trouxe tantos malefícios que, em seu diário, Sarney declara: "Eu preferia ter cortado a minha mão a ter assinado aquilo".
Outros dois erros também são apontados: ter dado “calote” no FMI e ter confiado em Ivan Souza Mendes. Um ano depois de dizer que não pagaria a dívida externa que o Brasil devia ao FMI, Sarney reconheceu que a moratória foi um dos grandes erros do seu governo. Porém, assim como o primeiro, ele divide a culpa com os seus ex-auxiliares da equipe econômica: “Fiz porque acreditei neles”. A sua decepção com o general Ivan, chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações), é fortemente frisada em seu livro. Enquanto Sarney apontava o militar como o seu fiel escudeiro, Mendes fazia um dossiê acusando-o de ter um apartamento cativo no Hotel Glória e de pagar os estudos de seus filhos no exterior com o dinheiro público, além de acusá-lo de fraudar a sua suplência como deputado.
Apesar de todos estes problemas, Sarney continuou na carreira política. Hoje, assume o cargo de presidente do Senado, mesmo depois da forte crise que ocorreu em 2009, quando sofreu denúncias de criar 136 diretorias, receber indevidamente auxílio-moradia, nepotismo e, principalmente, por editar centenas de atos secretos, inclusive acobertando nomeações de parentes.
O livro lançado tenta explicar todos estes acontecimentos. O senador se defende das acusações e diz que muitas vezes não sabia do que estava ocorrendo e ainda coloca a culpa nos membros da equipe do seu governo. Sarney assume os erros cometidos como presidente, conta problemas de saúde, mas não explica as falcatruas das quais lhe acusaram. Então, mesmo depois da sua biografia autorizada, ainda faltam explicações. 

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Eleições: TV ou WEB?

A cada dois anos, os brasileiros vão às urnas cumprir seu dever cívico de escolher seus representantes, seja na esfera Federal, Estadual ou Municipal. A decisão pelo "melhor candidato" normalmente é tomada durante o período de propaganda eleitoral no rádio e na TV. Entretanto, tudo indica que a eleição de 2010 terá outra mídia poderosa, talvez até mais que as tradicionais: a Internet.

Os principais candidatos à Presidência da República já têm blogs, perfis no Twitter e, com isso, já trouxeram para si milhões de cabos eleitorais virtuais. Eles discutem a plataforma de seus candidatos nas mídias sociais, seja Orkut, Facebook ou mesmo repassam os comentários que vêem no Twitter, o chamado "retwittar", novo verbo do momento no mundo da web.

A TV ainda é forte para influenciar o eleitor? O contato via web, por haver interatividade, será o novo "olho-no-olho" entre candidato e seu eleitorado? A consolidação dessa prática pode revolucionar o modo de fazer propaganda política? O FastRio vai abordar um pouco dessa nova modalidade de campanha eleitoral que já está nas ruas. Ou melhor, que já está nos monitores.

Por Ronaldo Mendonça.

terça-feira, 11 de maio de 2010

"Uma vida dividida com os mais pobres e oprimidos"

Leonardo Boff recebe medalha Pedro Ernesto na Câmara do Rio

Fotos, áudios e texto: Ronaldo Mendonça

Cerca de 200 pessoas lotaram o plenário da Câmara Municipal do Rio de Janeiro (CMRJ) nesta segunda-feira para assistir a entrega da Medalha Pedro Ernesto ao professor, teólogo e escritor Leonardo Boff. A homenagem, que é a maior comenda do Município, foi proposta em 1996 pelo então vereador (hoje deputado federal pelo PSOL) Chico Alencar. O vereador Eliomar Coelho (PSOL) fez o requerimento para a homenagem esse ano, porém se constatou a existência da proposta 2928/2006, que já tinha sido aprovada por unanimidade. Como Boff não a havia recebido ainda devido ao silêncio obsequioso imposto pelo Vaticano à época, Eliomar tornou-se realizador da homenagem.

Estavam presentes ao evento, que durou cerca de duas horas, o Deputado Chico Alencar, o Deputado Estadual Marcelo Freixo (PSOL), Shirley Orozco, cônsul do Estado Plurinacional da Bolívia no RJ, Miguel Baldez, professor e Coordenador do núcleo de Loteamentos da Procuradoria Geral do Estado, Marina dos Santos, membro da Coordenação Nacional do MST, Tereza Cavalcante, teóloga e professora universitária. Nos intervalos das homenagens lidas e proferidas, números musicais com o Coro da Camara Municipal do Rio de Janeiro, sob a regência de Cássia Borja, além da voz de Lucio Sanfilippo, com Tiago Prata no violão.




Discursos e mensagens

Uma série de homenagens foram proferidas. O Vereador Reimont (PT), primeiro a falar na tribuna, disse que, na verdade, "a medalha é que o (Boff) recebe, a medalha é que o tem." Relatou que aprendeu com o homenageado, quando foi seu aluno de Teologia em Petrópolis, que Jesus Cristo "é mesmo libertador quando nós nos comprometemos com os pobres". Aprendeu também a tomar "um chá de povo, ir ao encontro das classes minoritárias" quando a chateação lhe chegasse.

Dos que não puderam estar presentes à cerimônia, enviaram mensagens de parabéns à Leonardo Boff os vereadores Andrea Gouvea Vieira (PSDB), Stepan Nercessian (PPS), Vera Lins (PP), Aspásia Camargo (PV), Clarissa Garotinho (PR), Carlo Caiado (DEM), Roberto Monteiro (PC do B) e Sebastião Ferraz (PMDB).

A seguir, Eliomar Coelho também homenageou Boff e antes de descrever sua biografia, declarou que a entrega da Medalha era mais que especial. "Leonardo Boff é a expressão de uma vida dividida com os mais pobres e oprimidos. Sua biografia é conhecida por todos e revela sua opção."

O professor Miguel Valdez, que conheceu o teólogo na UERJ quando coordenava o curso de Direito Social, declarou que Boff encontra na solidariedade os fundamentos para a construção de um novo Direito. "Realmente foi um dos esteios do curso. Era um curso crítico. E para nós era fundamental contar com um homem universal como o Boff", resumiu.

Tereza Cavalcanti, grande amiga do homenageado, disse que Boff soube aproximar a Teologia do homem. "A Teologia que o Leonardo traz é uma Teologia viva, que tem força, tem sabor. Nós merecemos um teólogo como Leonardo", declarou.

"Boff é um entusiasta natural do MST", disse Marina dos Santos. A seu ver, os bens naturais estão em disputa pelo capital para garantir lucro , gerando prejuízos para a Humanidade. "Os ensinamentos de Leonardo Boff precisam ser colocados em prática, sobretudo valorizar a natureza, os bens naturais e não deixar de lado o saber-cuidar das pessoas, do conjunto da vida", concluiu.

Marcelo Freixo relembrou ter conhecido Boff em 1996 em Niterói, quando era coordenador de um projeto de educação em presídios. Ao explicar sobre o projeto, Boff disse-lhe: "trabalhar com os presos é remar contra a amnésia da sociedade". "Todos que defendem a vida, direitos humanos e educação pública beberam na fonte de sabedoria e das atitudes de Leonardo Boff", declarou Freixo.

Shirley Orozco ressaltou a atuação de Leonardo na questão ecológica. "Nunca teve tanta importância e repercussão como nos últimos tempos: a concepção dele (Boff) na linha ecológica e humanista e o paradigma da relação do Homem com a Natureza". Shirley disse também que o Brasil "foi muito bem representado por Leonardo", referindo-se a participação do Teólogo na recente Conferência Mundial dos Povos sobre Mudanças Climáticas e os Direitos da Mãe Terra ocorrida em Cochabamba no mês passado.

Em seu discurso, Chico Alencar fez referências literárias para descrever sua honra em participar do evento, citando nomes como Chico Buarque e Geir Campos. "(a homenagem a Boff é) A celebração, o culto da vida, da esperança e da persistência. Em vez do silêncio obsequioso, o verbo precioso. Em vez de qualquer repressão, de moderna inquisição, a palavra, a música que vem do coração", disse o Deputado. Chico afirmou ter aprendido com Boff algo que é um desafio para todos: "Não adianta pregar revolução se nós não nos revolucionamos cotidianamente. Fazer do necessário o suficiente e viver mais simplesmente para que simplesmente todos possam viver", finalizou.



"A Terra não corre riscos. Ela continua sem nós"

Frei Leonardo Boff, como ainda é chamado muitas vezes, estava emocionado e agradeceu profundamente aos idealizadores da comenda, apesar de achar que muitos outros companheiros, lutadores nas periferias "arriscando a própria vida em nome da dignidade humana" mereceriam a Medalha Pedro Ernesto mais que ele próprio. Ressaltou, entretanto, que a homenagem é a coroação de um trabalho. "Eu sei que essa medalha é legitimar uma luta, uma causa, que todos vocês junto comigo, com nossa geração, assumimos", disse.

Na visão de Boff, sua geração teve o mérito de escolher "o caminho mais difícil para as causas mais perigosas", levando pessoas à prisão, à tortura e até a morte por conta do engajamento dessa geração pelas causas sociais. Classificou o Movimento Sem Terra como "uma causa extraordinária". "É o movimento mais importante do mundo", declarou.

Boff agradeceu a cada um dos integrantes da mesa, dirigindo-lhes palavras carinhosas. Porém, fez questão de frisar que todos tinham algo em comum: levar a política com ética no sentido Aristotélico. "Aristóteles quando fala de ética é das relações humanas. Quando fala das relações sociais e institucionais ele chama de Política. Política para Aristóteles era ética. Se política era ética, não teríamos política hoje. Há muito pouca ética", desabafou.

O escritor lembrou o encontro de que participou na Bolívia que, diferente do encontro sobre a mudança climática realizada pela ONU em Copenhagen, havia um absoluto consenso entre todos: "vida, humanidade e a Terra formando uma grande unidade". Boff falou também do clima do planeta. Ele alertou que estamos vivendo uma situação "irreversível". "Mais que uma crise civilizacional, nós fizemos uma virada que não tem mais retorno. Agora começou o tempo do mundo ferido. Recursos muito escassos, superpovoado e, por nossa irresponsabilidade, entrou num processo de trauma que se mostra pelo aquecimento global". Boff completa declarando que mesmo que parássemos todas as máquinas, carros e empresas, o Dióxido de Carbono acumulado ao longo do tempo fará com que a Terra chegue a 2ºC, o que trará grandes modificações. "Não é uma crise qualquer, é algo extremo em que a Humanidade se vê confrontada. E a grande maioria não tem consciência disso".

Apesar do quadro descrito pelo teólogo, o avanço tecnológico e a união da Humanidade pode ajudar a reverter o quadro. "Se chegarmos a esse espírito de cooperação, nós temos condições de reverter esse problema e salvar nossa civilização". E completou: "A Terra não corre riscos. Ela continua sem nós. E até melhor sem nós. Agora, nós, não podemos continuar sem a Terra. Dependemos dela. Ou mudamos, ou morremos".

Leonardo Boff citou mais de uma vez a ausência da mídia na veiculação da Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra. Em respeito à sua observação, publicamos um link onde você poderá conhecer e, principalmente, divulgar o documento. Veja abaixo, nos links relacionados à matéria.
Ao final de seu pronunciamento, Leonardo Boff, muito aplaudido, leu na íntegra a citada Declaração, que nasceu, segundo ele, de "povos que naturalmente sentem a Terra como mãe e convivem com ela numa profunda reverência e respeito".

A solenidade foi encerrada com a apresentação do Coro da CMRJ cantando "Cidade Maravilhosa", de André Filho.


Depoimentos

Chico Alencar, Eliomar Coelho e Leonardo Boff deram declarações especiais para nossa reportagem.
(Se não aparecer o player, você precisará ter o Adobe Flash Player instalado. Acesse: http://get.adobe.com/br/flashplayer)

Vereador Eliomar Coelho

Deputado Chico Alencar


O homenageado, Leonardo Boff


O Coro da CMRJ canta "Cidade Maravilhosa"



Galeria de fotos


Clique na foto para melhor visualização:





































Links relacionados:

Página oficial da Conferência Mundial dos Povos sobre Mudanças Climáticas e os Direitos da Mãe Terra (em espanhol):
http://cmpcc.org

Notícia sobre a Conferencia:
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/internacional/povos-do-mundo-contra-as-mudancas-climaticas/view

Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra:
http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/o-documento-para-o-dia-mundial-da-terra

Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra (original, em espanhol):
http://derechosmadretierra.org/2010/04/26/conferencia-mundial-de-los-pueblos-sobre-el-cambio-climatico-y-los-derechos-de-la-madre-tierra-2/#more-945

"Alba", poema de Geir Campos, declamado por Chico Alencar em seu pronunciamento:
http://ler-e-escrever.blogspot.com/2008/12/um-bom-ano-novo.html

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Leonardo Boff é homenageado no Rio de Janeiro

Foto: Divulgação
O teólogo, escritor e professor universitário Leonardo Boff recebe hoje a Medalha Pedro Ernesto, a maior Comenda da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. A cerimônia, uma iniciativa do vereador Eliomar Coelho (PSOL), será às 18:30h, no plenário da Câmara.


Por Ronaldo Mendonça

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Prazo para transferências de títulos eleitorais termina nesta quarta


Os cidadãos que ainda não tiraram o título de eleitor ou que precisam transferir o domicílio eleitoral poderão fazer até o dia 5 de maio.

Para facilitar a vida de quem deixou para a última hora, o Tribunal regional Eleitoral determinou que as empresas dispensem os funcionário para tirar o título no horário de trabalho.

Para evitar filas em cartórios, os eleitores poderão solicitar seu título ou alterar seus dados através do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A página pode ser acessada através do endereço: http://www.tse.gov.br/internet/servicos_eleitor/titulo_net.htm . É necessário, inicialmente, preencher o formulário virtual, com todas as informações solicitadas. Após todo o preenchimento o requerente deverá comparecer num prazo de até cinco dias corridos em um cartório eleitoral munido do protocolo gerado pelo site. Quem não se apresentar neste período terá todo o processo cancelado.

Os documentos exigidos são: carteira de identidade, comprovante de residência, título anterior (se for o caso) e, para os cidadãos do sexo masculino, comprovante de quitação militar. Lembrando que a idade mínima para tirar o título de leitor é 16 anos onde é facultativo. Aos 18 o título é obrigatório.

Residentes fora do país

Eleitores que moram no exterior, ao obrigados a votar. O prazo para o alistamento ou transferência de domicílio eleitoral para o exterior também se esgota no dia 5 de maio.
Os documentos são os mesmos exigidos aqui no Brasil. No caso de transferência, o eleitor deve comprovar residência mínima de três meses no novo domicílio.

Para ficar por dentro das datas oficiais das eleições, clique aqui

Todas as dúvidas em relação a documentos e eleições, clique aqui

Por Fabiano Laranja

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Celebridades nas eleições de 2010

Pra você que acha chato votar, é contra o voto obrigatório, agora tem mais uma razão pra alegrar o seu dia de votação. São as inúmeras opções de celebridades no catálogo eleitoreiro de 2010.

Uns prometem muito, outros prometem loucuras, o ex-BBB Kleber Bambam até falou que isso “faz parte”. Entre tantas promessas, Romário não dará nenhum “bico” em ninguém e o boxeador Popó não fará distribuição gratuita de socos.

O horário eleitoral gratuito terá sua audiência multiplicada por conta de tantas celebridades. Será como assistir a um programa de comédia, não descartando a possibilidades de propostas inovadoras surgirem em prol do povo brasileiro.

Frente a tantas crises e problemas que o cenário político vem enfrentando, são grandes as chances dos famosos ocuparem a maioria das cadeiras dos cargos eletivos das eleições de 2010, fazendo até com que políticos sérios e comprometidos tenham sua cota ameaçada.

Na visão dos partidos, essa é uma grande chance para que ideologia e personalidade do partido apareçam. Mesmo um político sem diretriz poderia exercer um bom mandato seguindo os ideais do partido, o que já seria suficiente.

Em entrevista ao site Congresso em Foco, O presidente do PSB carioca, deputado Alexandre Cardoso, Romário será eleito com uma "votação significativa".


Por Fabiano Laranja
(Aluno de Jornalismo Digital, UCAM - Campus Tijuca)

Diagramação das fotos: Ronaldo Mendonça.
Fonte: Divulgação.

terça-feira, 30 de março de 2010

Secretaria de Cultura sob nova direção

A Cultura é um forte agente de identificação pessoal e social, muitas vezes um modelo de comportamento que integra segmentos sociais e gerações.
Uma terapia efetiva que desperta os recursos internos do indivíduo e fomenta sua interação com o grupo.
Uma mudança de administração pode fazer com que projetos que estavam em andamento venham a ter suas atividades diminuidas a ponto de serem até abandonados.
Por outro lado, novas possibilidades e projetos podem nascer de acordo com a visão de cada administrador.

Jandira Feghali, à frente da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, foi responsável pela execução de alguns projetos populares como o “Viradão Carioca” e o projeto “Segundo Turno Cultural” voltados para o desenvolvimento de atividades culturais para alunos da rede pública de ensino. Jandira, que está saindo da Pasta para se candidatar a deputada federal, disse que nem mesmo os quatro anos de gestão não seriam suficientes para a realização de tantas demandas culturais.

Para assumir o cargo a secretária indicou Ana Luisa Lima, que até então era gerente de Artes Cênicas e coordenadora de atividades urbanas da pasta. Ana Luisa tem vasta experiência no ramo teatral e musical, ponto relevante para muitos gestores e profissionais do segmento cultural. A indicação foi prontamente aceita pelo prefeito Eduardo Paes.

Um dos principais desafios da nova secretária é implementar políticas de incentivo e resgate de equipamentos culturais desativados pela cidade, como por exemplo o Cine Imperator, uma das principais reinvidicações cariocas.


Por Fabiano Laranja
(Aluno de Jornalismo Digital, UCAM - Campus Tijuca)

Crédito da foto: Jandira Feghali (esq) com Ana Luisa Lima.
Fonte: Divulgação.

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segunda-feira, 22 de março de 2010

O Rio sem os royalites



Após manifestação ocorrida no Rio de Janeiro na última quarta-feira, 17/03, o deputado que idealizou a emenda que prevê a distribuição dos royalites de petróleo com todos os municípios, Ibsen Pinheiro (PMDB/RS), mantém a defesa da mesma. Ele concorda que o Rio tem o direito de reclamar e acredita que possa voltar "às boas" com o povo fluminense no final do processo.

Apesar de o Presidente Lula, num primeiro momento, ter se mostrado contra a emenda, o governo parece não querer se "intrometer" no assunto, jogando o assunto para a opinião pública. Há quem diga que esta emenda pode-se tratar de um golpe de motivação política, já que estamos em período eleitoral.

Segundo matéria publicada no jornal O Globo em 17 de março, juristas acreditam que a emenda pode ser derrubada no Supremo Tribunal Federal (STF) por violar o parágrafo 1 do artigo 20 da Constituição, que determina que estados e municípios, cujo litoral esteja defronte aos campos em alto mar, têm direito a tratamento diferenciado.

A preocupação que gira em torno da decisão do Senado é que, se aprovada, a emenda poderá inviabilizar os Jogos Olímpicos de 2016, já que o orçamento da cidade poderá ter uma redução anual de R$ 200 a R$300 milhões. Além de trazer consequências graves para os municípios beneficiados como demissões em massa, falta de recursos para hospitais e escolas públicas, entre outras.

Mesmo com a alteração sugerida por Ibsen, a emenda continua inconstitucional. A sugestão seria que a União arcasse com os prejuízos do Rio, usando parte do dinheiro dos royalites pagos aos cofres federais para compensar os Estados do Rio e Espírito Santo, o que seria inviável já que os dois Estados juntos são responsáveis por 90% da produção nacional de petróleo.

Por Juliana Ribeiro
(Aluna de Jornalismo Digital, UCAM - Campus Tijuca)

Crédito da foto: Câmara dos Deputados